Minha História
Começa muito antes.
Muito antes da profissão que escolhemos.
Muito antes dos relacionamentos que construímos.
Muito antes das decisões que imaginamos tomar de forma consciente.
A pergunta que começou antes da Psicologia
Durante muito tempo, eu acreditei que minha história começava quando escolhi a Psicologia.
Hoje sei que ela começou antes mesmo do meu nascimento.
Nasci em uma família marcada por desafios, conflitos e muitas dores.
Cresci aprendendo cedo sobre responsabilidade.
Aprendi a cuidar.
Aprendi a observar.
Aprendi a perceber o que acontecia com as pessoas ao meu redor.
Mas também cresci tentando entender uma pergunta que me acompanhou por muitos anos:
Por que algumas pessoas permanecem em relações que as machucam?
Essa pergunta nunca saiu de mim.
Ela apenas mudou de forma ao longo da vida.
Quando meus pais se separaram, vi minha mãe sofrer profundamente.
Na tentativa de ajudá-la, ocupei um lugar que não era meu.
Sem perceber, comecei a carregar responsabilidades emocionais que pertenciam aos adultos.
Naquela época eu ainda não sabia.
Mas hoje compreendo que foi ali que nasceu o desejo de entender o comportamento humano.
Foi ali que decidi estudar Psicologia.
Não porque buscava apenas uma profissão.
Mas porque precisava encontrar respostas.
Quando cuidar dos outros encontrou um limite
Anos depois construí uma carreira sólida na área de Recursos Humanos.
Gostava de desenvolver pessoas.
Gostava de enxergar potencial onde muitos enxergavam apenas desempenho.
Até perceber que também estava repetindo um padrão muito antigo.
Trabalhava além dos meus limites.
Entregava mais do que podia.
Buscava reconhecimento.
Até que meu corpo disse aquilo que eu ainda não conseguia dizer.
O burnout marcou um ponto de virada na minha história.
Foi quando compreendi que cuidar das pessoas também exigia aprender a cuidar de mim.
Foi nesse momento que deixei uma carreira construída ao longo de muitos anos para viver aquilo que, no fundo, sempre fazia sentido para mim.
Hoje olho para essa trajetória com gratidão.
Não porque ela tenha sido fácil.
Mas porque foi ela que me trouxe até aqui.
Por que hoje trabalho olhando para histórias
A Psicologia, a visão sistêmica, a Psicologia Positiva, a Constelação Familiar e todos os processos que conduzo nasceram da mesma convicção:
Talvez seja por isso que eu nunca tenha me interessado apenas pelos sintomas.
Eu me interesso pelas histórias.
Porque acredito que, quando compreendemos de onde viemos, ampliamos nossa liberdade para escolher para onde queremos seguir.
E é exatamente esse caminho que procuro construir ao lado de cada pessoa que chega até mim.
A nossa história continua influenciando a forma como amamos, trabalhamos e ocupamos o nosso lugar no mundo.
Obrigada por conhecer um pouco da minha história.
Se, de alguma forma, ela fez sentido para você, talvez seja porque algumas histórias se encontram antes mesmo do primeiro encontro.